O que você gosta fazer quando está na praia? Se você só faz castelinhos de areia ou curte ficar tomando sol, está precisando de inspiração pra cair no mar. E ninguém melhor pra te inspirar que Maya Gabeira.
Essa carioca, além de linda, é um exemplo de atitude: não tem medo de ondas grandes e é uma ótima big rider (surfista de ondas gigantes).
Ela surfa desde os 14, tem 22 anos de idade, só 8 de surf, mas já foi eleita a melhor surfista de ondas gigantes do mundo 3 vezes consecutivas (2007/08/09)
Além de tudo isso, ela é um exemplo de determinação, não se considera talentosa, mas sim esforçada, daquelas que não desiste nunca. E pra ela, beleza é algo que vem de dentro pra fora, pois bonita é aquela pessoa feliz, de bem com ela mesma, e realizada.
Nesse vídeo Maya aparece a surfar em Teahupoo, Tahiti, inquestionavelmente um dos tubos mais pesados alguma vez apanhados por uma mulher.
Eu não gosto do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos Não gosto
Eu aguento até rigores Eu não tenho pena dos traídos Eu hospedo infratores e banidos Eu respeito conveniências Eu não ligo pra conchavos Eu suporto aparências Eu não gosto de maus tratos
Eu aguento até os modernos E seus segundos cadernos Eu aguento até os caretas E suas verdades perfeitas
Eu aguento até os estetas Eu não julgo competência Eu não ligo pra etiqueta Eu aplaudo rebeldias Eu respeito tiranias E compreendo piedades Eu não condeno mentiras Eu não condeno vaidades
Eu gosto dos que têm fome Dos que morrem de vontade Dos que secam de desejo Dos que ardem
O que eu não gosto é do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos Não gosto
Essa noite que passou, assisti "Rei Leão". Já nem sei quantas vezes vi o desenho, só sei que a emoção é a mesma da primeira vez. Olha que já se passaram alguns (muitos) anos. Eu cresci um pouquinho (fisicamente), mas, confesso, ainda choro algumas vezes nessa cena e com essa música:
"Desde o dia que chegamos no planeta E, piscando, andamos para o Sol Há mais para ver do que nunca pôde ser visto Mais a fazer do que nunca pôde ser feito
Há muitas coisas para se ter aqui Mais para achar do que nunca pôde ser achado Mas o Sol está girando alto Pelo céu safira Mantendo o grande e o pequeno sobre o ciclo sem fim
É o Circulo da Vida E ele move a todos nós Pelo desespero e esperança Pela fé e o amor Até encontrarmos nosso lugar Em um caminho descontraído No Círculo No Círculo da Vida
É o Círculo da Vida E ele move a todos nós Pelo desespero e esperança Pela fé e o amor Até encontrarmos nosso lugar Em um caminho descontraído No Círculo No Círculo da Vida"
Pensando bem Em tudo o que a gente vê, e vivencia E ouve e pensa Não existe uma pessoa certa pra gente Existe uma pessoa Que se você for parar pra pensar É, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa Faz tudo certinho Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas, Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça Fazer loucuras Perder a hora Morrer de amor A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar Que é pra na hora que vocês se encontrarem A entrega ser muito mais verdadeira A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa Essa pessoa vai te fazer chorar Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas Essa pessoa vai tirar seu sono Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível Essa pessoa talvez te magoe E depois te enche de mimos pedindo seu perdão Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado Mas vai estar 100% da vida dela esperando você Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo Porque a vida não é certa Nada aqui é certo O que é certo mesmo, é que temos que viver Cada momento Cada segundo Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo,conseguindo E só assim É possível chegar àquele momento do dia Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo" Quando na verdade Tudo o que ele quer É que a gente encontre a pessoa errada Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
Qual é o valor da verdade? Os cínicos responderiam: “Depende”. O governo Lula acha que o cinismo já se tornou pouco eficaz e tem escolhido o descaramento mesmo. E responderia assim: “Nenhum!”
A verdade, para esses gigantes da ética, tem um valor meramente utilitário. Se ela for “inútil” para seus propósitos, a mentira é bem-vinda. Mais do que isso: transformar a mentira em verdade tem sido a essência de sua atuação pública. E o emblema dessa postura é esta frase: “Nunca antes na história deste país”. Uma das mentiras muito bem-urdidas, uma delas apenas, sustenta que o governo Lula fez pelo ensino técnico mais do que qualquer outro. A mentira é mais precisa ainda: os tucanos não dariam a menor bola para o assunto.
No Estadão de hoje, Paulo Renato Souza, atual secretário da Educação de São Paulo e ex-ministro da área, desmonta a falsidade de modo meticuloso. Acreditar no que ele diz? Bem, os números com os quais ele lida são do MEC, aqueles admitidos como verdadeiros pelo próprio governo. O artigo é longo, mas recomendo sua leitura na íntegra. Mais uma vez, estamos diante da exposição de um método. * Falar a verdade, não falsear informações não é uma qualidade. É obrigação. Vale para a nossa vida pessoal e mais ainda para a vida pública. Mentir não pode ser considerado uma simples esperteza, um pequeno truque, uma “tática” para ganhar uma discussão. Ou uma eleição.
Recentemente, usando um ato administrativo como palanque eleitoral, a candidata a presidente Dilma Rousseff afirmou que os tucanos não dão importância ao ensino técnico profissionalizante. Em contraste, citou as intenções do atual governo de criar novas escolas técnicas. Omitiu e falseou dados. Mentiu.
Basta analisar os números sobre a expansão do ensino técnico federal, desde o início do governo Lula, e compará-los com o desempenho de apenas um Estado da Federação, no mesmo período. Segundo as informações do Ministério da Educação, em 2003 o número de alunos matriculados nas escolas técnicas federais era levemente superior ao da rede de escolas técnicas de São Paulo: 79 mil no Brasil inteiro e 78 mil nas escolas técnicas estaduais paulistas. Seis anos depois, em 2009, o Estado de São Paulo registrava 123 mil alunos nas suas escolas técnicas, ante apenas 87 mil nas escolas federais. Assim, entre 2003 e 2009, a expansão das matrículas no governo federal foi de apenas 9%. Nesse mesmo período, o ensino técnico público paulista cresceu 58%, sob o comando de dois governadores do PSDB - Geraldo Alckmin e José Serra.
Uma vilania repetida desde a campanha eleitoral de 2006 afirma que o governo Fernando Henrique Cardoso teria proibido por lei a expansão do ensino técnico federal no País. Como ministro da Educação que cuidou desse programa, posso afirmar: mentira pura. A Lei 9.649, citada como “prova” pelos mentirosos, dizia que novas escolas técnicas deveriam ser criadas pela União sempre em parceria com os Estados, o setor produtivo ou entidades não-governamentais.
Essas parcerias tinham duas vantagens. Primeiro, garantir uma vinculação maior e mais ágil entre as escolas técnicas e o dinamismo dos mercados de trabalho locais, onde os empregos são efetivamente gerados. Segundo, era evidente que, em geral, nossas escolas técnicas federais ofereciam um bom curso de nível médio, que preparava,
gratuitamente, os filhos da classe média alta para ingressar na universidade, mas não atendiam nem aos filhos das famílias mais pobres nem às necessidades de formar técnicos de nível médio para o mercado de trabalho. Por incrível que pareça, o modelo tradicional favorecia os filhos dos ricos e prejudicava os filhos dos pobres.
Criamos o Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) e obtivemos financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além de criar novas escolas técnicas estaduais e comunitárias, canalizamos investimentos para modernizar as escolas técnicas federais existentes, com equipamentos e laboratórios. Em razão desses investimentos as matrículas nas escolas federais cresceram 41% apenas nos dois últimos anos do governo FHC, marca quase cinco vezes maior do que a alcançada em seis anos de governo Lula. É preciso esclarecer de uma vez por todas que expandir o ensino não exige sempre criar novas instituições. Muitas vezes, basta aumentar a capacidade das existentes.
Por si sós, esses fatos e números reiteram a falta de compromisso da candidata oficial com a verdade.
Na mesma linha, em recente debate radiofônico, o presidente nacional do PT acusou o governo anterior de “privatizar” o ensino técnico. Nada mais falso. Entre 1998 e 2002, aprovamos 336 projetos de escolas técnicas, sendo 136 para o segmento estadual, 135 para o comunitário e 65 para as escolas técnicas federais. Ou seja, 60% dos projetos financiados pelo Proep se destinavam à criação ou modernização de escolas técnicas públicas, federais ou estaduais. O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, do PT, pode lembrar os inúmeros projetos de escolas técnicas estaduais que financiamos e inauguramos juntos durante seu mandato.
Os projetos do segmento comunitário visavam à criação, com o apoio financeiro da União, de escolas administradas por entidades sem nenhuma finalidade de lucro, tais como centrais sindicais - a CUT entre elas -, sindicatos patronais e de trabalhadores, fundações municipais e entidades eminentemente filantrópicas e culturais, como o Projeto Pracatum, na Bahia. Nada disso, portanto, pode ser associado à fantasia de “privatizar” o ensino técnico.
A partir de janeiro de 2003, primeiro mês do governo Lula, o Proep foi bruscamente interrompido. O presidente nem deve ter sabido disso na época. Obras ficaram inacabadas e muitos projetos nem sequer foram iniciados. Em 2004 o Ministério da Educação devolveu ao BID US$ 94 milhões, não utilizados!
Como seria difícil explicar, na campanha eleitoral de 2006, por que havia parado o programa de expansão do ensino técnico, o governo federal retomou os 32 projetos do Proep (de um total de 232 interrompidos). Num passe de mágica, promoveu sua “federalização”, criando “novas” escolas federais ou “novas” unidades nas existentes. Embrulho novo em presente antigo. Isso foi tudo o que o Ministério da Educação fez pelo ensino técnico em seus quatro primeiros anos de gestão, fato que a ministra Dilma, na hipótese mais benigna, parece ignorar.
Agora, em fim de governo, busca-se recuperar o tempo perdido lançando projetos a toque de caixa, no velho modelo de escolas técnicas que ofereciam ensino médio para os ricos e muito pouco ensino técnico para os pobres. Não é o melhor que o País poderia ter, mas, ainda assim, é melhor do que nada.
Quem muito fala dos outros é porque tem pouco a falar de si. Mas quem deseja o respeito da população e pretende submeter-se ao julgamento das urnas tem o dever de pelo menos começar a falar a verdade sobre os outros e sobre si mesma.
Original em: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-dever-de-falar-a-verdade/
O mais criativo, interessante, bem executado, bonito e emocionante “Flash Mob” que já vi. Lógico que meu amor eterno e incondicional a São Sebastião do Rio de Janeiro não influencia em nada minha isenta opinião de canceriano, embora seja verdade que o Rio emociona fácil! Capital mundial da beleza e da alegria.
Claro que além da música do Black Eye Peas ,“I Gotta Feeling”, que é um marco dentro do FLash Mob, eles dançaram a música que é a cara do Rio de Janeiro:
"Cidade, Maravailhosa, Cheia de encantos mil. Cidade, Maravailhosa, Coração do meu Brasil."
"Todo sopro que apaga uma chama, reacende o que for pra ficar"
Veio de manhã molhar os pés na primeira onda Abriu os braços devagar e se entregou ao vento O sol veio avisar que de noite ele seria a lua, Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar
Sol e vento, dia de casamento Vento e sol, luz apagada no farol Sol e chuva, casamento de viúva Chuva e sol, casamento de espanhol
Ana aproveitava os carinhos do mundo Os quatro elementos de tudo Deitada diante do mar Que apaixonado entregava as conchas mais belas Tesouros de barcos e velas Que o tempo não deixou voltar
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa? Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Ana e o mar... mar e Ana Histórias que nos contam na cama Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e Ana Todo sopro que apaga uma chama Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo Abençoando ondas cada vez mais altas Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar Desse novo amor... Ana e o mar
Assisti, atrasado como sempre, um “reality show” produzido pela Globo em Fernando de Noronha, para o programa Esporte Espetacular. “Nas Ondas de Noronha” foi umas das poucas coisas que valeu meu tempo na frente da TV nos últimos tempos. Além das maravilhas da Ilha, a competição entre os surfistas foi muito interessante. Destaque para a jornalista e apresentadora Luciana Ávila. Aliás, lembrei-me das palavras de Roberto Drummond: "Israelenses e palestinos estão se matando? Oh, não, no fundo dos olhos de Luciana Ávila ninguém mata ninguém, embora se possa morrer de amor."
Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos, E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício. A minha vida passada misturou-se com a futura, E houve no meio um ruído do salão de fumo, Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado Na sensação das ondas, Ah, embalado Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã, De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas, De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali, Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.
Ah, afundado Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono, Irrequieto tão sossegadamente, Tão análogo de repente à criança que fui outrora Quando brincava na quinta e não sabia álgebra, Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.
Ah, todo eu anseio Por esse momento sem importância nenhuma Na minha vida, Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos --- Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma, Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.
"Emancipem-se da escravidão mental; Ninguém, além de nós mesmos, pode libertar nossa mente. Não tenha medo da energia atômica, Porque nenhum deles pode parar o tempo. Por quanto tempo vão matar nossos profetas, enquanto ficamos parados olhando? É, alguns dizem que é só uma parte disso: Temos que completar o livro."
Dizem que o “UAI” surgiu no século XX, época em que a América latina sofreu influencia dos EUA. Pela teoria do presidente Monroe: "A América é dos estadunidenses". Por isso que só os estadunidenses são chamados de americanos (que injustiça, né?). Uai deriva de WHY (por que); É uma das expressões que ficaram marcadas pela influencia norte-americana, assim como o sotaque caipira bem puxado de algumas partes do estado de São Paulo e Minas também se deve aos EUA.
Bem mais importante do que a origem da expressão, “UAI” evidencia a “filosofia” mineira, o jeito como os mineiros vêem o mundo.
“Uai” significa algo como a manifestação da banalidade da existência e da insignificância do ser humano diante da vastidão do universo. Exemplo: "Parece que vai chover." "Uai, nessa época..." o que vale dizer: "Não adianta chorar, a chuva vai molhar e é bom ir procurando um guarda chuva." Ou então: "Onde você estava ontem?" "Uai, tava no boteco bebendo." Uai, nesse caso, revela a obviedade da resposta. Ela é tão clara, tão límpida e cristalina, que necessita desse neologismo caipira para reafirmar seu conteúdo: "É lógico que eu estava no boteco bebendo. Onde mais estaria? Afinal de contas sou um alcoólatra." Uai pode ser usado em vários contextos, mas é como manifestação do óbvio latente e escancarado quer exprime seu mais profundo significado. E exprime também uma espécie de consciência anterior a algum tipo de revelação - até mesmo metafísica. Se deus se revelasse para o matuto em todo o seu esplendor ele apenas responderia: "Uai, eu já sabia." É tipo de expressão que Alberto Caeiro - o heterônimo de Pessoa que despreza complexas estruturas filosóficas em prol de uma natureza limpa e crua, cortada por árvores, montanhas e flores, gostaria. E, além disso, por ser formada exclusivamente por três vogais, a expressão é bastante musical e agradável aos ouvidos.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó.
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.
* Texto extraído do livro “Ame e dê Vexame”, Editora Novo Paradigma.
Não é um adeus definitivo... Preciso de tempo... Vou sair pelo mundo... Vou viajar... Estudar.. Vou analisar o mundo dos astros, Mas levo todos vocês em meu coração... Vou deixar a porta aberta para quem quiser visitar-me e deixar o seu recado... Onde quer que eu esteja, sempre que der, passarei para lhe visitar... Sou errante... Viajante do tempo... Eu sou como o vento...apenas eu passo... Se sentires um leve aroma de jasmim, serei eu que estarei chegando... Pra matar minha saudade dos amigos que aqui deixei...
Vou passar na Argentina... Vou dançar um tango de Gardel... Vou levar meu violão... Vou rimar meus versos... Vou ouvir meu coração... Vou apreciar a natureza... Vou observar o colorido das flores... Vou melhorar meu visual... Vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus...Apenas uma partida... Na vida precisamos inovar novos caminhos... E eu ainda sou um mero aprendiz...
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