Talvez um dia eu também me liberte das paixões. Enquanto não acontecer, eu as dividirei obsessivamente com vocês


Sorria...

Amo essa música, quanto ao cantor, nenhum comentário é necessário quando se trata de Nat King Cole.

Sorria, embora seu coração esteja doendo,
Sorria, mesmo que ele esteja partido,
Quando há nuvens no céu,
Você conseguirá...

Se você sorrir,
Mesmo com seu medo e tristeza
Sorria e, talvez amanhã,
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...

Ilumine sua face com alegria,
Esconda todo rastro de tristeza,
Embora uma lágrima possa estar tão próxima,
Este é o momento que você tem que continuar tentando.
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas...

Se você sorrir,
Mesmo com seu medo e tristeza,
Sorria e, talvez amanhã,
Você verá que a vida continua
Se você apenas sorrir...

Este é o momento que você tem que continuar tentando.
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir



Escrito por Rogério Reis às 19h08
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"Todos os caminhos levam à morte. Perca-se."

Autor: J.L. Borges

Buscar na Web "J.L. Borges"



Categoria: Citação
Escrito por Rogério Reis às 23h04
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Mais uma vez o Estado "supernanny" quer nos dizer o que ver.

O que Dilma deveria vetar

Por: Ethevaldo Siqueira, reproduzido do Estado de S.Paulo, 21/8/2011

Sei que é muito remota a possibilidade de que a presidente Dilma Rousseff venha a vetar alguns pontos da Lei de TV por Assinatura (ex-PLC 116), aprovada pelo Senado na última terça-feira. Mesmo assim, tenho um fio de esperança nessa possibilidade. Muitos me chamarão de ingênuo ou de coisa pior. Não importa. Vou fazer o apelo à consciência da presidente, embora saiba, de antemão, que raríssimos dirigentes neste País têm sido capazes de se opor ao interesse de seu grupo de apoio, ainda que em favor de 190 milhões de cidadãos.

Ainda assim, formulo aqui o meu apelo. Presidente, para o bem do Brasil, vete os artigos referentes à interferência da Agência Nacional de Cinema (Ancine) no âmbito do conteúdo da TV por assinatura, bem como os artigos que instituem as absurdas cotas de proteção às produções nacionais.

Comecemos pela Ancine

É uma violência e uma aberração permitir que essa agência se transforme em censora e orientadora das grades de programação de todos os canais, que escolha o que deve ir para o horário nobre ou o que devemos ver na TV paga. Qualquer jurista competente que possa assessorá-la, presidente, mostrará que essa ampliação dos poderes e o controle do conteúdo da mídia eletrônica pela Ancine são medidas inconstitucionais.

O segundo ponto a ser vetado, presidente Dilma, inclui os artigos que instituem cotas de proteção aos produtores nacionais. Já dissemos repetidas vezes que, em princípio, ninguém pode ser contra esse objetivo, desde que o apoio seja feito mediante incentivos, financiamento, desoneração fiscal, patrocínios públicos e privados a todos os projetos de maior relevância.

Nunca devemos optar pelo caminho fácil da imposição de cotas ou da reserva de mercado. Com a nova lei, cada canal será obrigado a exibir 3 horas e meia de programação nacional por semana, em horário nobre, sejam filmes de boa ou de má qualidade.

O Estado brasileiro deveria respeitar a opção de milhões de cidadãos que pagam uma assinatura para ver o que querem, para dispor de canais e programas diferentes, diversificados, segmentados. Não cabe a nenhum governo dizer a esses cidadãos o que ver. Isso é tolerável na TV aberta, não na TV paga. É uma imposição muito maior, portanto, do que A Voz do Brasil – que obriga à formação de uma rede nacional de mais de 3 mil emissoras, de segunda a sexta-feira, para divulgar o noticiário chapa branca.

Saída estatal

Tenho outra sugestão, presidente. Depois de vetar as cotas, a senhora poderia negociar com a TV Brasil e mais de 20 canais de TV públicos, estatais ou educativos a transmissão, durante 24 horas por dia, de conteúdo exclusivamente nacional – em TV aberta ou por assinatura. Isso não fere nosso direito de ver os demais canais, com o conteúdo que escolhemos, seja ele formado pelos piores enlatados ou por obras-primas do cinema mundial. E os programas de boa qualidade terão, sempre, espaço nos demais canais.

Salvando a lei

Com esses vetos, presidente, poderemos salvar uma lei que tem muitos méritos e que se arrastou durante quatro anos pela Câmara e pelo Senado. Ela traz avanços reais na área de comunicação eletrônica no Brasil, pois abre o mercado à entrada das teles, derruba as atuais restrições ao capital estrangeiro e unifica a legislação das três formas principais de TV por assinatura: TV a cabo, TV via satélite (ou DTH, de Direct-to-Home) e via rádio ou micro-ondas (MMDS, sigla de Multichannel Multipoint Distribution Services).

Mesmo estando longe da perfeição, escoimada de seus maiores equívocos, a lei da TV paga poderá ter efeito extraordinariamente positivo na expansão dos serviços e nos índices de penetração da TV paga no Brasil. Ouso até afirmar que, em cinco anos, o País poderá triplicar o número de domicílios servidos pela TV por assinatura, elevando a penetração atual de pouco mais de 18% para mais de 50%, ou seja, para o patamar da Argentina.

A TV por assinatura tinha até aqui alguns obstáculos sérios à sua expansão. O primeiro deles era a legislação confusa, conflitante e xenófoba. A maioria da população parecia estar satisfeita com a qualidade de TV aberta e não parecia buscar as opções muito mais numerosas da TV paga. E, na realidade, o Brasil conta com uma boa TV aberta, razão por que 97% de seus domicílios contam com pelo menos um televisor.

Novos serviços

Com a lei recém-aprovada, o usuário poderá ter acesso não apenas às novas modalidades de televisão paga, mas, também, aos demais benefícios proporcionados pela digitalização, pela fibra óptica, pelos satélites de nova geração e, de forma geral, pelas redes de banda larga. Serão serviços interativos de banda larga, como TV sob demanda (VoD, de Video on Demand), IPTV (TV com protocolo IP da internet), a TV móvel (Mobile TV) e outros. E, com maior competição, os preços tendem a cair, inexoravelmente.

Seria bom que a nova Lei da TV por Assinatura fosse apenas o começo de uma profunda revisão da legislação brasileira de comunicações, visando adequá-la ao novo cenário tecnológico e econômico desse grande setor. Mas, com a ressalva de que a futura legislação não incorra nos mesmos equívocos protecionistas ou crie qualquer forma de controle da informação ou de limitação dos direitos do cidadão.

Ethevaldo Siqueira é jornalista e colunista do Estado de S.Paulo



Escrito por Rogério Reis às 20h04
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"Para mí, vivir sin odio es fácil, ya que nunca he sentido odio. Pero vivir sin amor creo que es imposible."

Autor: Jorge Luis Borges

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Quando: "Siete noches", Pág: 158

Tradução livre: "Parece-me fácil viver sem ódio, já nunca o senti. Sem amor, acho impossível."



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Escrito por Rogério Reis às 20h21
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Sou

Já que o Google resolveu lembrar os 112 do nascimento de Jorge Luis Borges, vou postar um dos poemas que mais gosto:

"Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada. "

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

Ahh..aproveitando vez para lembrar, mais uma vez, que o tal texto "Instantes" não é de autoria do Borges.



Escrito por Rogério Reis às 20h12
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"Rodeio não é esporte. Peão não é atleta. Disputa saudável é com igualdade de condições e com a concordância dos jogadores ."

Autor: Luis Augusto em: twitter.com/#!/queridocachorro

Buscar na Web "Luis Augusto em: twitter.com/#!/queridocachorro"



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Escrito por Rogério Reis às 16h48
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Velhas Virgens

Meados da década de 80 do século passado, o rock brasileiro passava pela sua melhor fase. Até hoje é difícil escolher a melhor banda da época, e isso nem é necessário. O que importa é que nunca o rock tupiniquim dominou tantos os corações e as mentes de uma geração. Quem viveu a época sabe exatamente sobre o que me refiro.

 Na época, Paulão de Carvalho e seu “Beba Cerveja” era um desses jovens que surgiam para modificar o cenário da música nacional. A banda não foi um sucesso, como outras da época, mas surgia ali o embrião do grupo “Velhas Virgens”, talvez a melhor banda independente já criada no Brasil.

Passeando pelos vídeos do Youtube encontrei essa apresentação sensacional: Velhas Virgens, com a maravilhosa Juliana Kosso, cantando “Porque que a gente é assim” do inesquecível Cazuza.


E já que, finalmente, lembrei-me de escrever sobre uma das bandas que mais gosto, não pode faltar aqui a música que mais curto. O final dessa letra é quase filosófico..rsrs

Segue “Velhas Virgens”, com a Lili (que deixou a banda para se tornar a advogada mais linda do Brasil), cantando “A mulher do Diabo”. 

 

"A mulher do diabo não quer mais ver o diabo no bar,
A mulher do diabo proibiu ele até de fumar,
Ela diz, que o capeta precisa se fazer respeitar.
E honrar os chifres da testa e não ser um cara vulgar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar


A mulher do diabo mandou o diabo se trocar,
Que aqueles jeans rasgado o diabo não pode mais usar,
Ela quer o demônio na estica para levá-la para jantar
Terno, gravata, cara lambida, muita grana para gastar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar
Pobre diabo, ela te pos na palma da mão
Essa mulher é demais
Satanás
É o cão, é o cão, é o cão
É o cão, é o cão, é o cão
Rock´n roll!

A mulher do diabo quer que ele use um chapéu,
Cobrindo os chifres eles vão entrar direto no céu,
Fazendo o papel de mocinho o diabo quer se candidatar
À vereador, deputado ou prefeito de qualquer lugar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar
Eu só não sei até quando o diabo vai agüentar
Pobre diabo, ela te pos na palma da mão
Essa mulher é demais
Satanás
É o cão, é o cão, é o cão
Eu disse: pobre diabo, ela te pos na palma da mão
Essa mulher é demais
Satanás
É o cão, é o cão, é o cão,
É o cão, é o cão, é o cão,
É o cão, é o cão, é o cão,
É o cão, é o cão, é o cão,


O diabo encheu o saco,
E mandou a mulher passear.
Ele tá de volta na noite,
Ele tá de volta no bar.
Ele sabe que nesse mundo,
Ninguém muda ninguém.
A gente é o que é,
Quem gosta aceita o que tem.

O mundo não pára de girar,
E até o diabo pode recomeçar.
O mundo não pára de girar,
E até o diabo pode recomeçar."



Escrito por Rogério Reis às 01h44
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Mais um animal morto pela diversão estúpida de algumas pessoas

"Um novilho ficou ferido durante uma prova e precisou ser sacrificado, nesta sexta-feira (19), segunda noite da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. O acidente aconteceu durante o bulldog, modalidade que o peão tem que derrubar e imobilizar o animal apenas com a força dos braços. Em uma das provas, o bezerro não levantou e precisou ser retirado da arena com ajuda de uma carroça.

Segundo o veterinário responsável da festa, Marcos Sampaio de Almeida Prado, o animal chegou bem à área de veterinária, mas acabou deitando e não levantando mais.

De acordo com o diagnóstico dado pelo professor aposentado da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal Tenório de Vasconcelos, especialista em saúde de animais de rodeio, houve uma lesão da coluna cervical que paralisou as pernas do novilho.

O sacrifício foi feito por meio de hipovelemia, técnica que causa sangramento leve. O corpo do animal irá passar por uma necropsia para que seja confirmado que tipo de lesão ocorreu.

Prado alega que acidentes como o que ocorreu nesta sexta são raros. “Em 25 anos de rodeio vi isso acontecer, no máximo, três vezes, afirmou. "

Fonte: http://eptv.globo.com/noticias/NOT,2,22,364595,Novilho+fica+ferido+no+bulldog+e+e+sacrificado.aspx

Até quando esssa estupidez chamada "rodeio" será permitida no Brasil?


Boicote as empresas que patrocinam rodeios.



Escrito por Rogério Reis às 23h53
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E não é que ela é boa mesmo!!

Sim, eu gosto de Victor e Léo. Para mim "Chuva de Bruxaria" tem mais poética do que a toda a obra do "Los Hermanos", grupo venerado pelo povo "cult", que acha tudo o que é popular ruim. Aliás, já disse que o problema desse pessoal "cult" é que falta "ura".

Voltando a VIctor e Léo, acredito ser "Vida Boa" a música que mais ouço da dupla. Ela é muito gostosa de se ouvir, traz em sentimento de felicidade e de leveza ímpar.

"Moro num lugar,
Numa casinha inocente do sertão,
De fogo baixo aceso no fogão, fogão à lenha

Tenho tudo aqui,
Umas vaquinha leiteira, um burro “bão”
Uma baixada ribeira, um violão e umas galinha.

Tenho no quintal uns pé de fruta e de flor,
E no meu peito por amor, plantei alguém
 
Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa,sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso,cravo e outras coisa que “fartá”, “marvada” pinga

Pego o meu burrão,
Faço na estrada a poeira levantar,
Qualquer tristeza que for não vai passar do mata-burro.

Galopando vou,
Depois da curva tem alguém,
Que chamo sempre de meu bem,a me esperar...

Que vida boa ô ô ô..."



Escrito por Rogério Reis às 02h35
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"Bati a porta e saí de casa, quase prometia nunca mais voltar, mas acontece que tudo que eu juro nunca tem futuro, eu não sei jurar..."

Autor: Sá e Guarabyra

Buscar na Web "Sá e Guarabyra"

Quando: na música "Bati a porta"

Mais um daqueles trechos de música que me serve de trilha sonora várias e várias vezes...rsrs



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Escrito por Rogério Reis às 01h53
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Ajude a limitar o comércio de passarinhos no Brasil!

Uma mudança na Instrução Normativa (IN) nº15/2010 do IBAMA pode prejudicar a vida de milhares de passarinhos.

Em dezembro de 2010, o IBAMA publicou a IN limitando o número de espécies de passeriformes passíveis de criação comercial e amadora.

Em reação, os criadores comerciais se reuniram com o IBAMA com o objetivo de reescrever a regulamentação para legalizar o comércio de um número maior de espécies.

Se o IBAMA aprovar as propostas dos criadores, crescerá o número de passarinhos que poderão ser criados e comercializados como animais de estimação legalmente.

Animal silvestre não é pet! Por isso, diga não às mudanças da IN nº15! Peça já ao IBAMA que mantenha a limitação do número de espécies de passarinhos que podem ser criadas como animais de estimação, enviando a carta em anexo à presidência do IBAMA.

Abaixo segue um link da WSPA, para que você possa enviar uma carta ao IBAMA pedindo a manutenção da instrução Normativa. Quanto mais pessoas escreverem, mais conseguiremos mostrar que o IBAMA tem o apoio popular.

A sua participação é fundamental para mostrarmos aos representantes do IBAMA que os brasileiros querem a manutenção da limitação do número de espécies de passarinhos que podem ser criadas como animais de estimação.

Envie sua carta: http://e-activist.com/ea-action/action?ea.client.id=101&ea.campaign.id=11658&j=13323095&e

- Texto e foto originais do site da campanha do WSPA.



Escrito por Rogério Reis às 17h03
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Lições de Byafra

Por André Barcinski, em seu blog: http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br

Você já deve ter visto o comercial de seguros estrelado pelo cantor romântico Byafra.

É um anúncio (publicitário adora usar “filme”, mas não vou tão longe) bem engraçado e espirituoso.

Eu, pessoalmente, preferiria mil vezes comprar um carro com o Byafra dentro do que com o Marcelo Camelo ou Seu Jorge. Mas entendo porque Byafra foi escolhido: ele é brega, não tem vergonha disso, e é um alvo fácil para chacotas do bom gostismo classe média.

Byafra impressionou por seu bom humor. Ele teve cabeça para entender que uma brincadeira dessas não compromete sua carreira, muito pelo contrário.

Porque, no Brasil, artista acha que é realeza. Com raras exceções, nossos atores e cantores parecem se julgar seres divinos, colocados aqui na Terra para nos entreter.

Nos Estados Unidos, ao contrário, muitos astros não têm problema em brincar com a própria imagem.

Quantas vezes Stevie Wonder não apareceu no “Saturday Night Live”? E o rapper Eminem, que topou ser alvo da bunda de Borat caindo em cima de sua cabeça na entrega de prêmios da MTV?

No Brasil, acontece o oposto: artistas fazem de tudo para “proteger” sua imagem.

Há o caso recente da modelo/atriz Juliana Paes, que processou Zé Simão por comentários sobre um personagem que ela interpretava em alguma novela.

E não dá para deixar de falar de Roberto Carlos, certamente o maior caso de complexo de realeza de nossa cultura pop.

Sonho com o dia em que o “Rei” chegue na TV e diga algo do tipo: “Eu sou Roberto Carlos, sou o maior astro popular que esse país já teve, e sou deficiente físico!”

Já imaginou o efeito que teria uma declaração dessas?

No dia seguinte, todas as esquinas do país teriam rampa para deficiente, todos os prédios teriam acessos para cadeirantes e empresas pensariam duas vezes antes de não contratar um profissional com necessidades especiais. Seria uma revolução.

Mas não é isso que acontece. Em vez disso, RC se satisfaz em processar jornalistas que fazem biografias. E o país todo aplaude.

Alguém pode perguntar: “Mas será que Roberto Carlos não tem o direito de não querer falar sobre o assunto?”

Claro que tem. Mas que uma declaração dessas ajudaria muita gente, isso ajudaria.

Original em: http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/arch2011-08-01_2011-08-31.html#2011_08-15_10_14_53-147808734-0

Nota do blog: Eu também prefiro estar num carro com o Byafra dentro do que com o Marcelo Camelo. A bem da verdade: eu prefiro estar com qualquer um dentro do carro do que com o Marcelo Camelo.



Escrito por Rogério Reis às 22h24
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Que Ela continue iluminando dias e caminhos de todos...

"Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Os meus caminhos
Os meus caminhos...

Salve Santa Clara
Ah! Ah! Ah! Ah!...(2x)

De manhã bem cedinho
Com despertar alegre
Do canto dos passarinhos
Bonito como Deus gosta...

O sol nasceu
Para a vida e o amor
Enxugando sereno
Com seus raios solares
Cheio de esplendor
Com toda a beleza celestial
Em homenagem a Santa Clara
Santa Clara!...

Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Santa Clara Clareou
Oh! Oh!
E aqui quando chegar
Vai clarear
Ah! Ah! Ah!
Os meus caminhos
Os meus caminhos...

Salve Santa Clara!"



Escrito por Rogério Reis às 23h53
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Moratória para a exploração de petróleo em Abrolhos

"Uma sombra paira sobre os Abrolhos, um imenso banco de coral que dá ao Brasil a honraria de deter, em suas águas territoriais, a mais importante zona de biodiversidade em todo o Atlântico Sul.

Abrolhos, localizado no litoral baiano, é tão relevante, inclusive para a economia pesqueira do Nordeste, que foi lá que o país criou o seu primeiro parque nacional marinho. Isso aconteceu em 1983. De lá para cá, tantas outras coisas aconteceram em Abrolhos, mas nada tão perigoso quanto o que está para acontecer: Abrolhos está muito perto de virar uma zona de exploração de petróleo.

Qualquer acidente pode ser fatal para a exuberante natureza que faz daquela área o seu habitat. Nela, vivem corais que chegam aos mais de 7 mil anos de idade e 1300 espécies, incluindo tartarugas, peixes e aves. Quarenta e cinco delas já estão ameaçadas de extinção.

Entre os frequentadores mais ilustres de Abrolhos estão as baleias jubarte que, vindas da Antártida, todos os meses de julho e agosto, usam as suas águas límpidas, como temperatura média de 24 graus, como uma espécie de suíte nupcial e berçário. É lá que elas se reproduzem e amamentam seus filhotes.

Esse ciclo reprodutivo das jubarte está em rota de risco desde que Abrolhos entrou na alça de mira da indústria do petróleo. O governo já licitou para dez empresas 13 blocos de exploração na região. Um acidente como o do Golfo do México pode ser fatal para a natureza e colocar fim ao turismo e a pesca na região, atividades responsáveis pela sobrevivência de mais de 80 mil pessoas.

É por isso que o Greenpeace Brasil pede ao governo e às empresas uma moratória de 20 anos na exploração de gás e petróleo em Abrolhos. Se você também acha que Abrolhos, pela sua importância como bem natural do país, deve ficar fora dos planos de exploração de petróleo, participe do abaixo-assinado. Ele será entregue aos principais dirigentes das empresas petrolíferas e representantes do governo."

Link para assinar a petição: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Deixe-as-baleias-namorarem/

PS: Texto copiado do site do Greenpeace



Escrito por Rogério Reis às 17h50
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Quando tudo se desfaz

 

 

Impermanência é um assunto sempre constante na minha vida. Penso muito sobre o tema. Levei muito tempo para conseguir entendê-la e, até mesmo, aceita-la. Quanto compreendi ser a mudança o rumo natural das coisas encontrei uma paz de espírito que nunca pensei ser possível.

Todos os fenômenos condicionados, todas as coisas passam por uma constante transformação, momento a momento. Do mesmo modo, a felicidade, a saúde, a vida, as propriedades... tudo é impermanente, instável e envelhece a cada instante. Apesar das coisas do universo estarem sempre mudando, geralmente as chamamos pelos mesmos nomes e rótulos, criando assim uma imagem conceitual da realidade, uma ilusão de permanência. Entretanto, tudo o que surge através de causas e condições é transitório justamente porque é produzido de forma dependente, dinâmica; Essas mesmas causas e condições também são responsáveis pelo desaparecimento dos fenômenos. A contemplação da impermanência não é algo mórbido; ela nos ajuda a compreendera a preciosidade da vida,  a verdadeira natureza do ser e dos fenômenos, a evitar o apego e a gerar um sentimento de gratidão pelas coisas que possuímos.

Em “Meditação para Todos”, Henepola Gunaratana faz uma interessante análise sobre a maneira com que normalmente lidamos com as coisas da vida: “A essência da nossa experiência é a mudança. A mudança é incessante. Momento a momento, a vida flui e nunca é a mesma. A alteração perpétua é a essência do universo perceptivo. Um pensamento surge em sua mente e meio segundo depois já se foi. Outro vem e também vai. Um som invade seu ouvido e depois vem o silêncio. Abra seus olhos e o mundo entra por eles torrencialmente; pisque e ele já se foi. Pessoas entram na sua vida e depois se vão. Amigos se vão, parentes morrem. Sua sorte sobe e desce. Algumas vezes você vence e em outras vezes você perde. Tudo é incessante: mudança, mudança, mudança. Dois momentos nunca são iguais. Não há nada errado nisso; esta é a natureza do universo. [...]

Nós, seres humanos, vivemos de uma maneira muito peculiar. Vemos as coisas impermanentes como permanentes, embora tudo esteja mudando ano nosso redor. O processo da mudança é constante e eterno. Enquanto você lê estas palavras, seu corpo está envelhecendo, mas você não presta atenção a isto. [...] As paredes à sua volta estão envelhecendo. As moléculas dentro dessas paredes estão vibrando com enorme intensidade. Tudo está mudando, decompondo-se e dissolvendo-se vagarosamente. Você também não presta atenção a isto. Então, um dia, você olha ao redor. Seu corpo está enrugado, rangendo e tudo dói. [...] Você se lamenta pela juventude perdida e chora quando suas posses se vão. De onde vem esta dor? Ela em de sua própria desatenção. Você falhou em não olhar intimamente para a vida; em não observar o fluxo constante da mudança do mundo”

A água do tempo brilha no leito do universo, sempre correndo, fluindo. Pedras, árvores, casas e cidades também fluem vagarosamente nesta correnteza, assim como os pensamentos, as civilizações, nossas vidas e a vidas e todos os seres. Tudo isso pode parecer imutável, mas na verdade essa idéia não passa de uma ilusão. Apenas nós, seres humanos, acreditamos erroneamente que tudo é imutável. Esforçamo-nos para não sermos levados pela correnteza e lamentamos por tudo que se vai. No entanto, mesmo sofrendo e desdobrando-se para evitar, não há como para o fluir, que envolve também nossa dor e nossa luta. Ao invés disso, é melhor ver as coisas como são e nos juntarmos  a essa correnteza, com suavidade. Apenas assim poderemos encontrar prazer na fugacidade das coisas, uma vez que é justamente essa fugacidade que tece as mais diversas figuras na tapeçaria da vida.

A imutabilidade é uma ilusão dos olhos e dos ouvidos humanos. Uma vez que tenha passado, a água não corre nunca mais no mesmo ponto do rio. A vida humana não é diferente. Acreditar que ontem é igual a hoje é resultado de nossa ignorância e insensibilidade. São nossas mentes e nossos olhos que vêem o passado igual ao presente. Hoje procuro ver  claramente a imagem das coisas em eterno movimento, tento reconhecer que cada instante é diferente de qualquer outro.

Tudo que nasce é impermanente e está fadado a morrer. Tudo que é armazenado é impermanente e está fadado a acabar. Tudo que se junta é impermanente e está fadado a se separar. Tudo que é construído é impermanente e está fadado a desmoronar. Tudo que sobe é impermanente e está fadado a cair. Assim também, a amizade e a inimizade, a fortuna e a tristeza, o bom e o mau, todos os pensamentos que correm pela sua mente — tudo está sempre mudando.

A impermanência é a virtude da realidade. Exatamente como as quatro estações, sempre em contínuo fluxo — o inverno transformando-se em primavera e o verão em outono. Assim como o dia torna-se noite, a luz torna-se escuridão e luz mais uma vez — da mesma forma, tudo se transforma constantemente. A impermanência é a essência de tudo. Bebês transformam-se em crianças, adolescentes, adultos, velhos e, em algum ponto do caminho, morrem. Impermanência é encontrar-se e separar-se. É apaixonar-se e desapaixonar-se. A impermanência é doce e amarga, como comprar uma camisa nova e, anos mais tarde, vê-la transformada em um pedaço de uma colcha de retalhos. A impermanência é o princípio da harmonia. Quando não lutamos contra ela, estamos em harmonia com a realidade. Muitas culturas celebram esse vínculo. Existem cerimônias marcando todas as transformações da vida, do nascimento à morte, assim como encontrar-se e separar-se, ir à guerra, perder a guerra, vencer a guerra. Nós também podemos reconhecer, respeitar e celebrar a impermanência.

Algumas pessoas acham que a idéia da impermanência é pessimista, mas isso não é verdade. A impermanência é um alívio! Eu não tenho um Mustang hoje e é graças à impermanência desse fato que eu posso vir a ter uma amanhã. Sem a impermanência eu ficaria preso a não-posse de um Mustang e nunca poderia vir a ter um. Eu posso estar me sentindo muito deprimido hoje e, graças à impermanência, amanhã eu posso estar me sentindo ótimo. A impermanência não é necessariamente uma má notícia; tudo depende de como a interpretamos e a compreendemos. Mesmo que hoje meu Mustang seja riscado por um vândalo ou que nosso melhor amigo nos deixe na mão, não vamos ficar tão preocupados assim. Quando não reconhecemos que toda coisa composta é impermanente, isso é um engano, uma ilusão. Quando compreendemos isso — e não só intelectualmente — ficamos livres desse engano. É a isso que chamamos de liberação: ficar livre da crença unidirecionada e bitolada de que as coisas são permanentes. A vida pertence à esfera do composto, quer gostemos disso ou não. Ela tem um começo, tem um fim, tem um meio.



Escrito por Rogério Reis às 02h53
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"O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento."

Autor: Nelson Jobim

Buscar na Web "Nelson Jobim"

Quando: 30/06/2011

Durante a homenagem aos 80 anos de FHC no Senado



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Escrito por Rogério Reis às 21h11
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Pensar continua enlouquecendo

- " Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois ele já não será o mesmo, nem você" 

- "O ser é, o não ser não é." 

E eis que,  mais ou menos dois mil e quinhetos anos depois, a mesma dúvida continua: A eterna mudança de Heráclito ou a permanência da essência de Parmênides? Ou será talvez um pouco de cada um?



Escrito por Rogério Reis às 00h05
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