Talvez um dia eu também me liberte das paixões. Enquanto não acontecer, eu as dividirei obsessivamente com vocês


Seja um parceiro da Cultura

Vale a pena ser parceiro do projeto  "Modinhas", novo Cd da cantora Érika Martins.

Moda é um gênero de composição portuguesa, cuja denominação é atribuída ao compositor, cantor e violeiro Domingos Caldas Barbosa. Ela chega ao Brasil com a Corte e logo ganha as ruas, como música para serenata. Na terrinha, Moda virou Modinha. Para muitos pesquisadores é a primeira manifestação popular musical civilizada tipicamente brasileira.

Não foram poucos os resgates feitos por Érika Martins ao longo de sua carreira. Entoou Namorinho de Portão, do Tom Zé, na estreia do Penélope e enveredou pelo cancioneiro da Jovem Guarda no projeto Lafayette & Os Tremendões. Há bem pouco tempo, caiu de amores pelas Modinhas e são elas que agora saem do velho baú para dar pano para manga do novo disco.


Ainda pouco explorada por artistas nacionais contemporâneos, o estilo de temática amorosa e rebuscadas melodias despertou na cantora a vontade de inventar moda, ou melhor, reiventar Modinha.


São 11 faixas contendo antiquíssimas canções de autores como Villa Lobos, Manuel Bandeira, Luiz Vieira e Sérgio Bittencourt e também novas modinhas de autoria da própria Érika, do Pedro Veríssimo e do Júpiter Maçã. O repertório sentimental, denso, ganhará unidade e frescor com a leitura pop, contemporânea e até futurista imaginada por Érika. A ideia é que em cada faixa experimente-se a sensação de viajar no tempo, para trás e para frente.


Participam do disco Otto, o duo indie chileno Perrosky, Gabriel Thomaz do Autoramas e Fred, Ex-Raimundos.


A produção musical está a cargo de Felipe Rodarte, produtor também da AVA, Thalma de Freitas e Dj Negralha e do Lafayette & os Tremendões.


O disco está sendo gravado e mixado no Estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro.


Direção artística e concepção por Constança Scofield.

 

Para ser parceiro da Érika nesse incrível projeto é só acessar: http://www.embolacha.com.br/projeto/251-modinhas-da-erika-martins



Escrito por Rogério Reis às 17h36
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"Não acredite no que eu digo, pois é a minha experiência e não a sua. Experimente, indague e busque."

Buscar na Web ""



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Escrito por Rogério Reis às 18h24
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Scracho – Mundo a Descobrir

Por: Tony Bellotto.

 

"O mundo a descobrir do Scracho começa pela compreensão do nome da banda.
Se Scracho é uma mistura improvável do substantivo escracho, mais a batida jamaicana
do ska, com a adição do scratch - a mixagem onomatopeica com que DJ’s incorporaram
o som do vinil arranhado às suas mixagens -, então teremos não só um, mas muitos
mundos a descobrir neste cd.

O Scracho é mesmo um escracho – no sentido de esculhambação – na concepção
retrógrada de que bandas jovens só sabem falar de amor e de vai e vem juvenil.
Como diziam aqueles meninos de Londres, "never mind the bollocks". Em Mundo a Descobrir
as canções do Scracho revelam consciência do caos lá fora, e da Torre de Babel que
vivemos construindo mesmo sem querer. E assim acabam apresentando um outro
significado do verbo escrachar, que é o de expor algo ao conhecimento de todos.

O mundo que nos expõe o Scracho é, como eles dizem, um mundo inteiro a
descobrir de timbres, harmonia e som. A música do Scracho reúne reggae, ska, rock
pesado, pop de sabor oitentista e até um pouquinho de MPB, na medida certa (como
se sabe, há que não carregar muito na MPB para manter uma boa receita de rock…).

Musicalmente o Scracho difere de muitas bandas de sua geração principalmente
pela consistência de sua cozinha – que é como músicos chamam o casamento
da bateria e do baixo - muito bem pilotada, e sempre com muito peso e precisão, pela
Debora e pelo Caio. As guitarras, violões e vozes do Diego e do Gabriel também pontuam
com muita sensibilidade e invenção as canções do disco.

Sensibilidade e invenção que não faltaram ao produtor Kiko Peres ao compreender
que um disco do Scracho deve ser ouvido na melhor tradição de velhos
discos de reggae: rebeldia e inconformismo sempre embalados por doce música,
amores intensos, pulsação vigorosa e a consciência de que, se a Babilônia atrai e trai,
no final, se a música for boa, tá tudo bem.

Mesmo que não esteja tudo bem, ou que tudo se resuma a questões ao vento,
vida que segue e coisas que passam e ficam, vale a pena descobrir os muitos mundos e
a música única do Scracho.

Nem que seja só pra ver no que vai dar."

Resenha de Tony Belloto, que dispensa apresentações, para o álbum "Mundo a Descobrir", do grupo Scracho

 



Escrito por Rogério Reis às 02h53
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"Já dizia o Eclesiastes, há dois mil atrás, debaixo do sol não há nada novo não seja bobo, meu rapaz; Mas nunca vi Beethoven fazer aquilo que Chuck Berry faz"

Autor: Raul Seixas

Buscar na Web "Raul Seixas"



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Escrito por Rogério Reis às 02h19
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O Pão e Circo dos desfiles de 7 de setembro

Por Leonardo Sakamoto, no seu blog em: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br

Agradeço a Alá o fato de não ter interiorizado o que disciplinas como Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira, restolhos utilizados pela ditadura, tentaram me dizer – apesar dos fantásticos professores que tentaram dar outro sentido ao malfadado currículo. Nunca entendi como algumas escolas se preocupam mais em ter alunos que saibam o hino à bandeira do que compreender Guimarães Rosa. Os leitores poderão dizer que já tratei deste assunto aqui antes – e eles estarão corretos. Mas a preparação para as comemorações deste 7 de setembro me fizeram desenterrar a reflexão.

Quando pequeno, lembro-me de ir a apenas um desfile do Dia da Independência, na avenida Tiradentes, aqui em São Paulo. E, mesmo assim, não ter ficado o suficiente para entender o que aquele bando de gente agitando bandeirinhas estava fazendo por lá. Uma das maiores contribuições dos meus pais foi exatamente ter me poupado de toda essa papagaiada patriótica.

Sei que datas como essa servem para compartilhar (ou enfiar goela abaixo) elementos simbólicos que, teoricamente, ajudam a forjar ou fortalecer a noção de “nação”. Mostrando que somos iguais (sic) e filhos da mesma pátria – mesmo que a maioria seja tratada como bastardos renegados.

Por isso, me pergunto se essas datas não poderiam ser, na verdade, um momento de reflexão sobre nós e como estendemos o direito à dignidade a todos que habitam este território. Ao invés de passarmos em revista nossas forças armadas – que ainda vivem sob a herança da ditadura, carregadas de algumas pessoas cheias de pó que se mantém feito gárgulas a tudo observar e criticar, cantando loas a feitos inexistentes – poderíamos nos juntar para discutir a razão de chamarmos indígenas de intrusos, sem-teto e sem-terra de criminosos, camponeses de entraves para o desenvolvimento e imigrantes bolivianos de vagabundos. Ou reivindicar que o terrorismo de Estado praticado durante os anos de chumbo seja amplamente conhecido, contribuindo – dessa forma – para que ele não volte a acontecer.

O melhor de tudo é que, todas as vezes que alguém levanta indagações sobre quem somos e a quem servimos ou conclama ao espírito crítico sobre o país, somos acusados de não amar o país, no melhor estilo “Brasil: ame-o ou deixe-o” dos tempos da Gloriosa.

Não amo meu país incondicionalmente. Mas gosto dele o suficiente para me dedicar a entendê-lo e ajudar a torná-lo um local minimante habitável para a grande maioria da população. Gente deixada de fora das festas principais, entregues ao pão e circo de desfiles com tanques velhos e motos de guerra remendadas. Mas que, quando voltam para casa, encaram a realidade da falta, da ausência, da dificuldade e da fome.

Qual a melhor demonstração de amor por um país? Vestir-se de verde e amarelo e se enrolar em uma bandeira? Ou ter a pachorra de apontar o dedo na ferida quando necessário?

Ama a si mesmo, por outro lado, os que se escondem do debate, usando como argumento um suposto “interesse nacional” – que pode ir do petróleo (EUA) ao etanol (Brasil) – que, na verdade, trata-se de “interesse pessoal” (aliás, somos craques em criar discursos que justificam a transformação de interesses de um pequeno grupo em questão de interesse público). Se questionados, correm para trás da trincheira fácil do patriotismo.

Que, afinal de contas, como disse uma vez o escritor inglês Samuel Johnson, “é o último refúgio de um canalha”.

Original em: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/09/07/o-pao-e-circo-dos-desfiles-de-7-de-setembro/



Escrito por Rogério Reis às 12h15
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Primeiro homem a pisar na Lua 'levou' garoto a passear com ele

 

Por Alcino Leite Neto, da equipe de articulistas do jornal Folha de São Paulo

Eu tinha dez anos quando Neil Armstrong pisou na Lua, durante as férias escolares de julho de 1969. Naquela época, eu trabalhava meio período na farmácia do meu pai, numa pequena cidade de Minas. O salário era pequeno, mas me garantia algumas regalias, como poder comprar todas as HQs que quisesse.

Graças às revistas, eu já tinha visitado várias partes do Universo -inclusive Kripton. Mas tinha saído poucas vezes de minha cidade, que parecia longe de tudo e bem protegida do mundo, com sua cerca de montanhas.

Certa vez, fiz uma excursão com meus amigos até o topo de uma delas. Lá do alto, avistamos vales imensos. Eu me achei um garoto superpoderoso.

Lembro que meu primo Gabriel veio correndo à farmácia para me chamar para ver o pouso da Apolo 11. Larguei o trabalho e disparei até a casa da minha avó.

A TV era em preto e branco, e as imagens, muito ruins, tremidas, escuras. A gente custava a entender o que estava acontecendo, mas naquele momento a Lua deixou de ser para mim um mito, a comparsa dos lobisomens, uma ilustração infantil no céu, e se tornou um lugar como outro qualquer.

Um lugar muito distante, claro, mas onde se poderia chegar com a ajuda da ciência e dos foguetes.

Nos dias seguintes, meus novos heróis foram os tripulantes da Apolo 11. Eu queria ser astronauta, cientista e explorador intergaláctico. Queria flutuar no cosmos, dar pulos no satélite vazio e hastear ali uma bandeira. Imitei várias vezes os passos de Armstrong, praticando saltos cada vez mais arriscados nas estradinhas empoeiradas da minha cidade.

De certa forma, eu também caminhei na Lua.

Original em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1146079-primeiro-homem-a-pisar-na-lua-levou-garoto-a-passear-com-ele.shtml



Escrito por Rogério Reis às 17h49
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